POR QUE AS PESSOAS TÊM TANTA DIFICULDADE EM FAZER NETWORKING?

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O networking é a arte de monetizar relações recorrentemente. E isso não necessariamente tem a ver com dinheiro em espécie. Significa que a relação que você tem com alguém pode gerar algum tipo de fruto que seja transformado em oportunidade de negócio, carreira, ou qualquer outro tipo de situação que gere um benefício para uma ou ambas as partes.

Muita gente acha que tem networking pelo simples fato de ter dez, quinze ou cem mil amigos no LinkedIn. Neste caso não há networking, mas apenas NET. O segredo aqui é colocar o NET para WORKING. Ter uma lista de prospects, um mailling de um evento, ou “sentar o dedo” nas redes sociais mandando convites não adianta nada, hoje em dia.

A maior habilidade que um profissional pode ter é a de iniciar uma relação e conseguir sustentá-la. Acesso aos outros, todos nós conseguimos ter. Transformar “acesso” em “relação”, nem todos…

As pessoas do mercado conseguem rapidamente filtrar a relevância de alguém que o contata pelas redes sociais em segundos. Basta olhar o perfil, o cargo, o networking, o histórico ou mesmo a maneira como o profissional se relaciona para que o interesse em uma conversa por telefone ou presencialmente se estabeleçam.

Mas o brasileiro em especial tem muita dificuldade em monetizar as relações. Se ele tem um primo ou uma amiga que trabalha em uma grande corporação, teme que possa haver um julgamento errado caso ele procure essas pessoas para fazer negócios. Simplesmente pelo fato de terem estudado juntos, serem vizinhos, ou mesmo serem da mesma família parece não ser motivo para estabelecer uma relação comercial.

“Tenho medo de que ele(a) ache que estou me aproximando somente por interesse…” É o que mais se ouve de quem tem medo de se relacionar com alguém que se conhece.

Mas claro! Sempre haverá interesse. E justamente porque conhecemos alguém, é que esse alguém deveria monetizar as relações contigo. Fazer negócios com amigos ou parentes não estraga sua relação com eles. Pelo contrário, somente reforça a amizade. Claro! A não ser que você pise na bola nos negócios. Aí vai perder o cliente e o amigo. Mas não é o que você vai fazer, concorda?

Outro tema interessante é sobre o momento de fazer networking. Todo dia é dia de mapear interesse das pessoas para ajuda-las a conquistar seus objetivos. Isso cria vínculos. Porém, nem todo mundo é maduro o suficiente para fazer bons acordos. Em geral, muitas pessoas pedem favores para si e não entendem que a vida profissional é feita de trocas. Não defendo que você leve o “toma lá da cá” como uma regra absoluta.

Mas existem pessoas que simplesmente desejam um favor para si e não entendem que para rir é necessário fazer rir, ao menos, de vez em quando.

Me explico. Perdeu o emprego? Precisa vender seu produto? Certamente você terá uma lista de pessoas que podem te ajudar. Mas qual será a sua ação de troca? Isso é fundamental para que o networking aconteça. Caso contrário, seu networking com essa pessoa acontecerá somente uma vez. E é capaz de virar um NOT Working (quando você afasta de vez a pessoa que poderia fazer mais negócios contigo).

Falo todos os dias, em média, com 200 pessoas, seja por Whatsapp, por e-mail, por telefone ou mesmo por lives. E compartilho contigo a forma que uso para construir ótimas relações. Faço muitos amigos e negócios com meus amigos. Quer coisa melhor?

Tenha em mente as suas moedas de troca. Saiba claramente o que você tem de bom e o que pode fazer para ajudar as pessoas. Avalie se suas moedas de troca são percebidas pelos outros facilmente. Caso contrário você terá que deixar claro em seu perfil ou mesmo falar abertamente sobre isso;

Identifique os desejos das pessoas que você deseja se aproximar e atue para contribuir com o alcance dos objetivos dela; Ajudará muito se você tiver um boa capacidade de mobilização de pessoas, budget sob sua gestão para fazer contratações ou mesmo influência em quem tem; Mas antes, verifique se o que você está fazendo será GENEROSIDADE ou NETWORKING. Generosidade é ajudar o outro sem esperar receber nada em troca. E confesso que adoro fazer isso. Faço muito, todos os dias. Me faz bem. Networking é uma troca constante. Você dá e recebe. Mas um lembrete importante: Não adianta fazer negócios com gente que tem péssima qualidade na entrega somente porque tem algo a ajudar. A relação custo-benefício sempre precisa ser levada em conta.

Sempre atue para ampliar os frutos deste networking. Gere negócios maiores para os outros e perceberá que os outros (se souberem valorizar a relação), vão procurar fazer maiores negócios para você.

Não aplique o toma lá da cá. Ou seja, as vezes é preciso se dedicar ao outro primeiro para receber o retorno. Mas nunca! Nunca! Exija nada em troca. A reciprocidade precisa acontecer sem que você peça. Nunca use seus “créditos” para cobrar algo de alguém.

Se aproxime cada vez mais das pessoas que entendem que o networking é uma troca. Se afaste daqueles que somente desejam uma relação de mão única. Ou, assuma que você será generoso(a) com ele(a)

O americano tem um jeito interessante de fazer negócios que é bem diferente da do brasileiro. Enquanto pensamos em “receber ajuda”, “ganhar salário ou bônus”, que são verbos subservientes, o americano pensa diferente: Make Money. Fazer diferente é ação. Receber dinheiro é submissão. Fazer networking é fazer dinheiro e oportunidades de crescimento e aprendizado.

O Networking é a melhor forma de se conquistar qualquer coisa que se deseja nesta vida. Mas se você ainda continuar com a mentalidade de que alguém sempre precisa te dar alguma coisa, saiba que você está perdendo tempo. A vida é cheia de trocas e o mercado de trabalho é uma grande arena que privilegia quem sabe fazê-las.

Fonte: artigo de Alberto Roitman, Chief Chaotic Officer na Escola do Caos, publicado no LinkedIn.



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