PESQUISA DA MCCANN REVELA QUE 75% DA GERAÇÃO Z ACREDITA QUE TEM O PODER DE INFLUENCIAR O COMPORTAMENTO DAS MARCAS.

Pesquisa-McCann

A Truth Central – unidade de inteligência global do McCann Worldgroup – acaba de divulgar seu mais novo estudo global: “Truth About Generation Z”, que explora as atitudes e comportamentos deste cobiçado grupo, revelando uma geração que, ao contrário das anteriores, tem o poder de realmente gerar as mudanças na cultura que procuram. O estudo analisou 2.500 jovens de 18 a 24 anos em 26 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e China, combinando essas descobertas com os insights da comunidade antropológica Gen Z, do McCann Worldgroup Truth Central.

O estudo revela que, embora a geração mais jovem possa herdar uma série de problemas sociais, muitos dos quais vieram à tona devido aos recentes movimentos de justiça social e à pandemia de Covid-19, ela tem uma confiança única em sua capacidade de superá-los. 66% da Geração Z, globalmente, diz que sua geração pode resolver grandes problemas globais. Já trazendo para o âmbito regional, 81% dos brasileiros da Geração Z acreditam carregar a responsabilidade de contribuir positivamente à comunidade em que vivem.

“Podemos perceber que, a cada dia, a conectividade desta era proporciona que a Geração Z se encontre e se una para lutar por seus objetivos, mas essa luta não está ligada diretamente à rebeliões ou revoltas, mas sim a um instinto de sobrevivência coletivo. 2020 foi um ano sem precedentes, nossos dados indicam que, globalmente, metade das pessoas acredita que o mundo será mudado para sempre pela pandemia. É um momento histórico, também para a comunicação. As marcas que entenderem melhor esse contexto e se adaptarem mais rápido terão mais oportunidades de liderar no futuro e ganhar espaços significativos na vida das pessoas”, afirma Renata Bokel, CSO da WMcCann. “Apesar de os jovens sempre liderarem movimentos de justiça social, é inédito o fato de uma geração ter as ferramentas para canalizar efetivamente suas demandas para a ação coletiva. A exemplo disso, um dado mostra que 69% dos jovens no mundo estão dispostos a pagar mais por um produto se soubessem que a marca oferece suporte a uma questão alinhada a seus interesses. No Brasil, o número salta para 71%”, completa.

O estudo revelou uma série de percepções exclusivas para este grupo e são essenciais para as marcas e a sociedade agirem conforme o poder e a influência da Geração Z aumentam:

Medo de estagnação: questionar as normas e sistemas sociais não é uma rebelião juvenil – é um reflexo de que a única coisa mais assustadora do que a mudança para a Geração Z é se as coisas continuam as mesmas. A maioria da Geração Z (53%) globalmente concorda que “a sociedade permanecer a mesma como é atualmente” é mais assustador do que “a sociedade mudando drasticamente no futuro”. Uma análise mais aprofundada dos dados revela uma grande diferença entre os países 66% dos americanos da Geração Z concordam com a declaração, enquanto apenas 22% da Geração Z entre os chineses concorda. Já no Brasil, 60% teme que as coisas continuem iguais.

Uma geração dividida na cultura do cancelamento: a Geração Z é frequentemente considerada um monólito, especialmente quando se trata de apoiar a morte de figuras que não se alinham com suas crenças políticas e sociais. O estudo revela que simplesmente não é o caso. A Geração Z está altamente dividida sobre esta questão – 51% globalmente concorda que “a cultura do cancelamento foi longe demais” contra 49% concordando que “mais pessoas precisam ser responsabilizadas”, validando ainda mais a noção de que esta é uma geração impulsionada por pontos de vista ponderados e diferenciados sobre o que é certo versus raiva indiscriminada.

Muitos membros da Geração Z não querem seguir sozinhos: apesar de toda a sua motivação e confiança, uma porcentagem significativa dos membros da Geração Z gostaria de receber ajuda de outros. 34% globalmente sente que os problemas de hoje podem ser grandes demais para a Geração Z resolver por conta própria – abrindo uma janela para a colaboração intergeracional para enfrentar os desafios mais cruciais da sociedade.

Bullets com dados relevantes do Brasil (concordam com as frases):

– Minha geração tem o poder de influenciar as ações e comportamentos de uma marca global para melhor: 75%

– Os jogos desempenham um papel essencial no meu bem-estar geral: 60%

– Cultura do cancelamento foi longe demais: 50%

– Mais pessoas precisam ser responsabilizadas: 50%

– Minha geração pode resolver grandes problemas globais: 62%

– Os problemas de hoje são demais para resolvermos: 38%

– Espero que coisas ruins aconteçam no mundo hoje: 81%

– Tenho mais medo que a sociedade continue como está: 60%

– Me sinto pressionado a estar sempre ocupado: 69%

– Me sinto sozinho com frequência apesar de estar entre amigos ou com família: 75%

– Quando se trata de alcançar a igualdade, as mulheres negras enfrentam uma luta ainda maior do que as mulheres brancas: 80%


Fonte: Grandes Nomes da Propaganda



Artigos Relacionados

COMO SERÁ O MERCADO DE TRABALHO DEPOIS DA COVID-19?

Sim, essa crise vai passar, mas ninguém será o mesmo depois dela. A vida, definitivamente, está sendo revisada pela maioria e, inevitavelmente, levando a muitas reflexões. O COVID-19 deixará como legado diversos aprendizados, principalmente no mercado de trabalho. Mas, o que de fato mudará?

“O que muda diz respeito à velocidade com a qual teremos que aderir ao que já temos como, por exemplo, inteligência artificial […]

MAGGI E FUNDAÇÃO DORINA NOWILL LANÇAM GUIA SENSORIAL “COZINHA ÀS CEGAS”.

A Maggi e a unidade de Receitas Nestlé se juntaram à Fundação Dorina Nowill para Cegos e lançaram o ‘Cozinha às Cegas’, projeto idealizado pela Publicis que tem o objetivo de promover a autonomia e o […]

NIZAN GUANAES: UM PRODUTO CHAMADO BRASIL.

Nizan Guanaes é um mestre da comunicação, mas o que ele entende mesmo é de reinvenção. De obeso com 130 quilos virou maratonista. Depois de fundar o ABC, maior conglomerado de comunicação da América Latina, com 18 agências e 2.500 funcionários, abriu uma consultoria, a N Ideias, com apenas duas assistentes — “uma grande pequeníssima empresa”, em suas palavras. Formado em administração de empresas […]