Empresas investem em influencers internos para humanizar comunicação empresarial

O mundo das redes sociais está testemunhando uma mudança significativa com a ascensão dos Brasil tem a segunda maior delegação em busca de novidades para gerar negócios e monetizar o volume de dados que o varejo possui

Imagem: Freepik

O mundo das redes sociais está testemunhando uma mudança significativa com a ascensão dos micro influencers, influenciadores internos das grandes empresas que estão ganhando espaço no cenário digital. Enquanto personalidades como Virgínia Fonseca e Whindersson Nunes lançam suas próprias marcas, novos profissionais surgem como influenciadores corporativos.

Esses profissionais, muitas vezes especialistas em nichos específicos, estão sendo reconhecidos por grandes marcas e até mesmo pelos setores de Recursos Humanos para atrair a atenção dos consumidores de maneira mais humanizada.

Os micro influencers têm um papel único, estabelecendo uma comunicação horizontal com o público, proporcionando uma abordagem mais amigável e autêntica. Empresas multinacionais estão especialmente interessadas em cultivar “influenciadores internos” para criar uma conexão mais próxima com os consumidores.

A pesquisa da CharityRx destaca que 33% da Geração Z confia cada vez mais em tiktokers e micro influenciadores para obter informações, ultrapassando até mesmo médicos em termos de confiabilidade. A tendência é global, com empresas como PepsiCo e Unilever investindo em programas para transformar seus colaboradores em embaixadores digitais.

A PepsiCo lançou o programa PEPfluencer em 2019, desenvolvendo talentos internos para serem embaixadores da marca nas redes sociais. Inicialmente focado em estagiários, o programa cresceu e agora inclui profissionais de diversas áreas. Esses PEPfluencers compartilham eventos, reconhecimentos, cultura e projetos da empresa, proporcionando uma visão autêntica da vida na PepsiCo.

Os resultados são expressivos, com mais de 1 mil postagens, 2 milhões de visualizações e um crescimento de 90% nos seguidores da PepsiCo no LinkedIn. O programa não apenas fortalece a marca, mas também contribui para o engajamento interno e a atração de talentos.

A Unilever também adotou a estratégia de desenvolver influenciadores internos, os chamados U-Fluencers, desde 2020. Com 16 líderes de diversas áreas atuando como embaixadores no LinkedIn, a empresa busca amplificar mensagens relacionadas a equidade, diversidade, transformação digital e outros temas importantes. A estratégia mostra que usuários do LinkedIn têm três vezes mais probabilidade de confiar nas informações compartilhadas por funcionários do que por CEOs ou pela empresa em si. A abordagem demonstra o poder de lideranças internas em influenciar positivamente a percepção da empresa.

Quer outro exemplo de sucesso? A Nestlé lançou o Programa Nestlé Creators em 2021, inicialmente focado em nano e micro criadores de conteúdo. Em 2022, o programa foi expandido para incluir colaboradores, criando o Programa Influencers Nestlé. Mais de 1,4 mil funcionários se inscreveram, compartilhando seu orgulho em trabalhar na empresa e participando de desafios mensais relacionados a iniciativas e lançamentos da Nestlé. A iniciativa destaca a importância de funcionários compartilharem suas experiências, aumentando a visibilidade da marca empregadora. O programa é voluntário, sem remuneração, e tem como objetivo criar uma conexão mais autêntica entre a Nestlé, seus funcionários e o público externo.

Esses exemplos demonstram como as grandes empresas estão reconhecendo o valor dos micro influencers internos para construir uma presença autêntica e envolvente nas redes sociais. A estratégia não apenas beneficia a imagem da empresa, mas também fortalece o engajamento interno e contribui para a atração de talentos. O futuro das redes sociais corporativas está sendo moldado pelos próprios colaboradores, refletindo a tendência crescente de uma comunicação mais autêntica e horizontal.

Fonte: AdNews



Artigos Relacionados

TV segue como principal investimento do marketing brasileiro

Já globalmente, a maior parte do budget de campanhas é direcionado a mídias sociais, segundo estudo da Criteo Por Victória

FALTA DE PREVISIBILIDADE NA PANDEMIA OBRIGA PRESIDENTES DE EMPRESAS A REINVENTAR GESTÃO

Após se acostumarem a liderar milhares de funcionários de casa, executivos de grandes empresas enfrentam agora um outro […]

COMO AS MARCAS DEVERIAM REPRESENTAR AS MULHERES NEGRAS?

O seu criativo inclui uma mulher negra em um papel significativo? Você está retratando uma visão interseccional de uma personagem negra feminina? A história produz uma visão versátil da beleza da mulher negra? […]