DIGITALIZAÇÃO CRIA NOVAS EXIGÊNCIAS PARA PROFISSIONAIS DE MARKETING.

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Com a dinâmica de trabalho migrando quase que totalmente do meio físico para o digital, o mercado, em suas mais diversas áreas, vem se adequando para recrutar profissionais alinhados com o novo cenário. Desenvolvido pela Robert Half, consultoria global de recrutamento especializado, o levantamento “Demanda por talentos no cenário atual” revelou que, para o segundo semestre, o recrutamento em marketing, publicidade e comunicação irá buscar por profissionais com conhecimento de ferramentas de análise de dados e de todo o universo digital, contexto acelerado em grande parte pela pandemia. Ao todo, foram ouvidos 1.500 executivos – gerentes gerais, diretores financeiros e diretores de tecnologia com responsabilidades de contratação – em países como Alemanha, Bélgica, Brasil, França e Reino Unido.

Entre os conhecimentos detectados pela consultoria para a área, aparecem social media, content marketing, gestão de projetos e gestão de performance. Em relação a soft skills, o destaque vai para comunicação, liderança, visão do negócio e pensamento criativo. Ainda, o conjunto de habilidades exigidas passou a ser mais abrangente e diverso por conta da crise, com 69% dos executivos acreditando que a transformação digital vai exigir mais qualificação dos candidatos. De acordo com a Robert Half, os recrutadores entrevistados enxergam que os maiores impactos da abrupta digitalização foram o aprimoramento de habilidades estratégicas e de planejamento, comunicação mais assertiva e colaborativa com os times, além da capacidade de trabalhar de forma mais flexível e remota, adicionados ao surgimento de novas responsabilidades.

Com as novas exigências, uma das tendências para o segundo semestre deste ano é a capacitação. Os contratantes afirmaram que as companhias para as quais trabalham têm facilitado a adoção de novas tecnologias por meio da comunicação clara dos seus benefícios, bem como oferecendo programas de treinamento, aprendizagem e mentoria. Na contramão, 49% dos entrevistados apontaram não receber treinamento adequado de seus gestores no que diz respeito ao tema, gerando uma sensação de despreparo.

Segundo Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half para a América do Sul, as companhias devem reforçar políticas de atração e retenção, para além de remuneração, para que não corram o risco de perder talentos para o mercado em um momento crítico de retomada de negócios. “À medida que o plano de vacinação avança pelo País e os negócios continuam em direção ao crescimento e à recuperação, as empresas devem se certificar de que contam com a força de trabalho mais preparada para o momento de retomada. Qualificar e treinar os colaboradores para atender às novas necessidades do negócio, além de buscar profissionais qualificados no mercado, tendem a ser as principais preocupações dos executivos para o segundo semestre de 2021”, completa.

Na linha da retomada presencial, a tendência “Work from everywhere” segue em alta. A pesquisa mostrou que 61% dos colaboradores preferem o home office, quanto apenas 21% se identificam como “office dweller” – aqueles que adoram o clima do escritório – e 15% adotam o termo “coffee shop traveller”, que indica que preferem trabalhar de outros lugares. O perfil das vagas também mudou: desde o início da pandemia, em março de 2020, 80% das posições trabalhadas pela Robert Half foram 75% ou 100% remotas, excluindo as vagas de serviços essenciais. Os resultados vão na contramão de 2019, em que apenas 5% das vagas apresentaram esse perfil.

Ainda para o segundo semestre, o relatório identificou que as indústrias que mais devem contratar até o final do ano são serviços financeiros, tecnologia, e-business/e-commerce, saúde e construção. Nesse cenário, gerentes de contratação apontam que as áreas com mais demandas de profissionais serão a de pessoal de vendas, gestão e administração, gestão de projetos, recursos humanos, e-commerce e marketing digital, respectivamente.

Fonte: Meio e Mensagem



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