OS QUATRO PILARES DO HOME OFFICE

by Sinapro-MG | 20 de abril de 2020 14:41

O conceito de home office tem sido uma das expressões mais utilizadas nas últimas semanas. Se antes, em nossa área, esta realidade já se tornava mais forte, o Covid-19 mudou a rotina do mercado de trabalho em diferentes segmentos. Para os especialistas, é um caminho sem volta, mas apesar das experiências de trabalho remoto se espalharem exponencialmente, ainda se nota um grande desconforto em muitas empresas que não estavam nem de longe preparadas para esta nova realidade.

Não é para menos. Home office não significa simplesmente dar um notebook para cada funcionário e mandá-los para casa com uma lista de tarefas a serem entregues. Há toda uma cultura organizacional por trás deste movimento. As organizações devem preparar toda a equipe, de gestores à colaboradores, de forma a fornecer infraestrutura e segurança para que a produção continue. A base do trabalho em Home Office pode ser estabelecida sob quatro pilares: – a tecnologia, a empatia, a confiança e a colaboração.

Tecnologia – Não basta ter apenas um notebook e uma conexão com a internet.  Sua empresa está preparada para que o funcionário acesse suas informações de forma segura? Pode ocorrer uma série de problemas, como vazamento de dados, situações que hoje são supercríticas. É preciso ter uma estrutura que mantenha as pessoas conectadas, com engajamento, cobrança, e um conjunto de ferramentas mínimas para que funcione.

Empatia – Para que o sistema de trabalho em casa tenha sucesso, é vital que as organizações os compreendam principalmente as dificuldades em trabalhar em um ambiente em que estão vulneráveis à influência de informações e eventos que não estariam em suas mesas dentro das corporações. É quase impossível se blindar totalmente do que está acontecendo em casa, com os filhos, os pais ou outras pessoas que habitam o mesmo ambiente. Todos esses fatores interferem na produtividade do colaborador. Por isso mesmo, as lideranças precisam ter conversas para entender em quais momentos aquela pessoa será mais produtiva e como ela poderá fazer isso.

Confiança – As empresas devem compreender que seus colaboradores estão desempenhando suas funções em um ambiente diferente ao quais estão acostumados. Assim, a cobrança de prazos deve estar dissociada do cumprimento da jornada de trabalho “normal”. Como cada um tem uma rotina domésticos diferente, é normal que o cumprimento da carga horária varie de um colaborador para outro. Talvez nem todas as perguntas poderão ser respondidas imediatamente. A paciência deve ganhar espaço para que a cobrança não atrapalhe quem está fazendo o possível para cumprir suas obrigações e as relações de confiança se estabelecem a partir daí. Nem sempre volume de horas trabalhadas querem dizer melhor performance ou resultado. Esse posicionamento gera um estreitamento de laços e a noção de responsabilidade de ambas partes no que tange ao cumprimento de metas.

Colaboração – Para que o trabalho remoto tenha sucesso, é preciso contar com a compreensão, o engajamento, o feeling e a empatia da equipe. A própria prática do home office cria um ambiente favorável para que essa colaboração se estabeleça de forma natural, quase orgânica.

Para que nada se perca nesse período de home office incentive o seu time a compartilhar em nuvem os arquivos dos projetos que estão trabalhando. Essa forma de armazenamento garante que os documentos fiquem salvos e todos possam trabalhar em conjunto. O Google Drive oferece o recurso de forma segura e mostra as alterações em tempo real, evitando problemas quando muitas pessoas estão editando o mesmo documento simultaneamente. Se precisar transferir arquivos grandes, como vídeos e fotos, recomendamos o DropBox, Wetransfer, 4Shared e SendSpace.

É bom ressaltar: este é um caminho sem volta. Segundo estudo realizado pelo professor da FGVAndré Miceli, o trabalho remoto no Brasil, deve crescer cerca de 30% depois da estabilização dos casos de coronavírus. Uma adoção emergencial desse modelo de trabalho terá forte influência na cultura organizacional das companhias[1], ainda de acordo com o estudo.

Adaptado de: Update or Die e Involve

Endnotes:
  1. cultura organizacional das companhias: https://www.propay.com.br/blog/plano-de-contigencia-coronavirus-propay

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