COMO VENDER NO DIA DOS NAMORADOS DURANTE A PANDEMIA?

COMO VENDER NO DIA DOS NAMORADOS DURANTE A PANDEMIA?

O Dia dos Namorados, comemorado no Brasil em 12 de junho, ocorrerá em circunstâncias muito diferentes em 2020. A data típica do calendário comercial brasileiro, assim como foi a Páscoa e o Dia das Mães, precisará se adaptar ao cenário atual, onde grande parte das lojas de rua e shoppings centers pode ainda estar funcionando de modo bem diferente do que a gente estava acostumado. Qual é a expectativa do mercado diante dessa mudança e como vender no Dia dos Namorados?

Varejo online deve movimentar Dia dos Namorados

Considerando os resultados do Dia das Mães, a perspectiva para as vendas do Dia dos Namorados é de freio ao crescimento visto nas datas comerciais de 2018 e 2019. Os números do comércio para o último dia das mães variam conforme a fonte e a metodologia da análise, mas todos indicam retração do mercado: -26,6% (Cielo), -41% (Boa Vista SCPC), até -58% (F360º). Ou seja: mais uma vez, será necessário ressaltar a necessidade de redobrar seus esforços e montar uma estratégia para contornar as dificuldades trazidas pelo novo coronavírus às vendas. Mas afinal, é possível celebrar o amor em tempos de pandemia?

Com forte impacto no varejo online, o Dia dos Namorados, movimentou, no ano passado, mais de R$ 2,2 bilhões em 5,7 bilhões de pedidos. Essa tendência é de crescimento. Afinal, o e-commerce brasileiro cresceu nos últimos meses – segundo dados de mercado, o varejo online faturou R$ 9,4 bilhões em abril deste ano – consolidando-se como uma alternativa para a troca de presentes na data. A tendência é confirmada pela pesquisa realizada pela ShopFully, plataforma de geolocalização especializada em shoppers, que faz o acompanhamento de toda a jornada de compra do consumidor, do planejamento à aquisição, influenciando o fluxo de clientes nas lojas físicas e e-commerces, que entrevistou 1.508 pessoas de todas as regiões do Brasil – sendo a maior parte do público composta por mulheres (64%), na faixa dos 30 aos 39 anos (36,4%) -, entre os dias 15 e 17 de maio. De acordo com o levantamento, que indica o comportamento e a intenção de compra, 57,2% das pessoas pretendem comprar um presente para o namorado (a) ou cônjuge.

Além do expressivo percentual de respondentes que afirmaram que irão comprar presentes na data, 48% afirmaram que já estavam realizando pesquisas com o intuito de verificar promoções, comparar preços e encontrar as melhores ofertas. Os dados ainda revelam que 51% das pesquisas são realizadas por meio de sites ou aplicativos de ofertas, seguido pelas redes sociais (32%) e comparadores de preços (15%). No que diz respeito aos aplicativos de ofertas, 48,5% dos entrevistados afirmaram que gostam de receber notificações de marcas e anunciantes, mostrando que ações baseadas em “click to site”, que apresentam ofertas e levam os usuários para as lojas virtuais, podem gerar excelentes resultados de vendas no período.

Embora o tíquete médio sofra uma diminuição, em função do atual cenário, 34% dos entrevistados declararam que pretendem investir entre R$ 50 e R$ 100 no presente do Dia dos Namorados. 17% disseram que vão gastar até R$ 150 e 11%, até R$ 200,00. Dentre as categorias de produtos preferidos, destaque para Alimentos & Bebidas (26,6%). O ranking é seguido por Moda (25%), Cosméticos (16,6%), Chocolates (15,5%), Eletrônicos (15,3%) e Acessórios (12%). Dentre as marcas mais lembradas neste Dia dos Namorados estão: O Boticário (14%), Natura (3%), Cacau Show (3%), Nike (2%) e Samsung (2%).

Insights para vender mais

Vendas on-line com diferenciais

Lojas virtuais saem na frente na busca do consumidor durante a pandemia. Ainda mais agora, incluir condições diferenciadas de negociação será importante para aumentar as vendas. Frete grátis, entrega rápida, personalização do presente e parcelamento das compras (ou adiamento das parcelas) podem ser argumentos usados para convencer os compradores indecisos.

Alternativas para lojas físicas

Os pontos de venda na rua e em shoppings ou outros centros comerciais devem se preocupar especialmente com oferecer segurança ao consumidor. O objetivo é evitar aglomerações, portanto vale buscar soluções como atendimento antecipado pela internet para retirada na loja, presentes já prontos para entrega ou até mesmo drive-thru.

Restaurante em casa

Os tradicionais jantares românticos fora de casa também serão afetados pela pandemia. Por consequência, bares e restaurantes precisarão ir até o público se quiserem vender no Dia dos Namorados. Serviços de entrega (delivery) de alimentos têm se tornado mais procurados nos últimos tempos, por causa do coronavírus. Em março calculou-se um aumento na casa dos 40% no número de pedidos por aplicativo, aponta um estudo da Corebiz. Mas é preciso ir além para encantar. Não faça uma simples entrega — leve a experiência do restaurante para a casa das pessoas com uma apresentação especial à altura da comemoração.

Parcerias estratégicas

Nesse serviço de entrega especial no Dia dos Namorados, uma forma de aprimorar a oferta é por meio de parcerias de negócios para a data. Um restaurante pode se unir a uma floricultura ou uma empresa de decoração de eventos, por exemplo, para caprichar no clima de romance.

Oportunidades para variar o presente

Desde que entraram em vigor as medidas mais restritivas de distanciamento social, pesquisas por “o que fazer no tédio” estão em alta. Passar 24 horas por dia juntos no mesmo ambiente, durante semanas, pode pesar até para os casais mais apaixonados. Então, esta é uma ótima oportunidade para ajudar a “pensar fora da caixa” ao presentear.

Por que não oferecer um curso on-line de massagem para o casal fazer junto? Ou quem sabe apimentar a relação com brinquedos sexuais? Este será um Dia dos Namorados atípico, aproveite para oferecer algo diferente sem medo.

A hora e a vez dos pequenos negócios locais

Outra tendência fortalecida nos últimos tempos é a busca por negócios locais perto do consumidor. A mobilidade das pessoas está reduzida, mas a atenção das pessoas está voltada para empresas mais suscetíveis à crise, o consumidor olhará com maior carinho para as soluções em presente mais próximas de si.

Por:  Imprensa Mercado & Consumo