Segunda-feira, 25 de Junho de 2012
Psicologia e Critividade no compartilhamento

Uma das palestras mais esperadas em Cannes foi a proferida pelo Head of Design do Facebook, Paul Adams. Sua apresentação começou de um jeito meio engraçado, via-se que ele estava nervoso e, no segundo slide, ele simplesmente travou. Pediu desculpas educadamente, saiu do palco e retornou expondo honestamente o que havia ocorrido. Atitude mais do que correta para um jovem executivo, com menos de 30 anos, tão esperado para ser ouvido, representando a companhia mais falada da atualidade.

Adams foi cuidadoso ao explicar a lógica do sucesso do Facebook e a inteligência que guia as atualizações e aberturas que a rede social traz como forma de potencializar as relações sociais. “Se antes íamos para casa e falávamos com amigos e família, agora em uma escala apenas viabilizada pela internet tornamos tangível nossa rede de relacionamentos por meio do Facebook’, disse.

Ele destacou o propósito do Facebook que não é apenas se tornar uma rede com um amontoado de amigos, mas organizar amigos e interesses de amigos, e gerar acesso entre as diversas redes, editando conceitos, informação e, claro, criando a possibilidade de novas conexões. E essa edição não é por busca, é por afinidade e é automaticamente oferecida, o que torna essa rede muito mais interessante, pois é intuitiva e envolvente, crescendo numa velocidade exponencial.

Alguns princípios concretos que regem as ações do Facebook também foram apresentados, destacando que nada disso seria possível sem a nossa participação gerando conteúdo técnica e corretamente aplicável, como:

  1. Fazer da interação social uma parte fundamental do briefing criativo;
  2. Basear as suas ideias criativas sobre percepção e sobre a interação social: como as pessoas se ajudam mutuamente, como compartilham as informações no mundo real, o que é relevante para elas;
  3. Pensar no Facebook como uma nova folha em branco: comece contando uma história, construa uma narrativa e apenas depois trabalhe graficamente;
  4. Projetar a experiência do primeiro feed de notícias.

 
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